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The GuardianKhaldoon al‑Mubarak: o equilibrista que deu um raro tropeço nas acusações ao City
De acordo com The Guardian, Khaldoon al‑Mubarak é talvez o exemplo mais emblemático do delicado ato de equilíbrio que Abu Dhabi realiza entre parcerias ocidentais e a complexa geopolítica do Golfo. Como chairman do Manchester City, ele acompanhou a ascensão do clube a uma marca mundial enquanto avança a agenda diplomática do emirado.
Sua trajetória pessoal está ligada a episódios trágicos da região. Ele tinha oito anos quando seu pai, o embaixador Khalifa Ahmed Abdel Aziz al‑Mubarak, foi assassinado em Paris, a 9 de fevereiro de 1984, por um terrorista palestino. O acontecimento consolidou um legado familiar de serviço público; seu avô, Ahmad Bin Abdul Aziz al‑Mubarak, ajudou a elaborar a estrutura jurídica baseada na Sharia nos anos 1970 e assessorou o Sheikh Zayed bin Sultan Al‑Nahyan.
The Guardian aponta que o próximo passo estratégico do dirigente pode ser a venda do Manchester City, o que geraria repercussões tanto no futebol quanto nos cálculos de soft power de Abu Dhabi. Embora a propriedade do clube esteja historicamente ligada ao fundo soberano do emirado, pressões de mercado e escrutínio regulatório alimentaram novos rumores.
Caso a venda se concretize, será um raro tropeço para quem até então navegou a corda bamba entre o esporte internacional e a diplomacia com notável habilidade. Os leitores podem encontrar os principais momentos do jogo neste site.
Fonte: The Guardian